
MAAR – margens ressoantes
1ª mostra de música experimental acusmática e poéticas do som
21 a 22 de março
centro cultural de aracaju
em um mundo de fraturas, a ressonância é o que nos permite habitar o limite sem desmoronar.
conheça os artistas desta edição
anders flodin
Anders Flodin estudou composição em Oslo com Olav Anton Thommessen, em Bratislava com Vladimir Bokes e em Praga com o Prof. Svatopluk Havelka. Além disso, realizou cursos de música eletroacústica com Rolf Enström e aulas de composição com Jan W Morthenson. Flodin lecionou teoria musical e composição na Universidade de Örebro e em universidades na Noruega, Lituânia, Ucrânia, Brasil e Azerbaijão. Ele foi premiado com o Prêmio Carin Malmlöf-Forssling e pela Academia Real de Música. As obras de Flodin são executadas tanto na Suécia quanto no exterior. Em suas composições mais recentes, ele frequentemente combina o som de instrumentos com vozes eletrônicas.

annette vande gorne
Annette Vande Gorne é uma das pioneiras da música acusmática, trabalhando em diferentes frentes e conseguindo unir excelência criativa, inovação musical e pedagógica. Formada pelos Conservatórios Reais de Mons e Bruxelas e pela Universidade Livre de Bruxelas, sua carreira começou lecionando história da música, harmonia e piano.
Em 1982, fundou a Musiques & Recherches e lançou o seminal festival L’Espace du Son. Incansável, criou também os concursos Metamorphoses e Espace du son, o acousmonium Influx – equipado com 100 alto-falantes – e um centro de documentação. Em 2022, criou a Fundação Annette Vande Gorne, voltada ao apoio de jovens compositores.
Como artista, acumula mais de 700 concertos e masterclasses. Foi vencedora de prêmios como SABAM, Schaeffer e Octave, ela fundou. Fascinada por natureza, física e voz, ela segue conectando a espacialização do som ao passado da criação musical, compondo obras que desbravam novos territórios musicais e sonoros.

arto lindsay
Arto Lindsay transita entre muitos territórios diferentes. Nasceu nos Estados Unidos, cresceu no Brasil e, desde então, constrói uma obra que atravessa fronteiras sonoras, culturais e artísticas. Guitarrista, compositor, produtor e performer, foi uma das figuras centrais da cena no wave em Nova York, mas nunca deixou de dialogar com a música brasileira.
Sem treinamento formal, Arto forjou um estilo atonal e percussivo na guitarra, contrastando intenso ruído com uma voz incrivelmente suave, transformando a guitarra em campos abertos de investigação. Descrito por Ryuichi Sakamoto como um artista de visão inigualável e “profundamente musical”, como compositor ou produtor, colaborou com artistas como Caetano Veloso, Marisa Monte, Laurie Anderson, David Byrne e o próprio Sakamoto, sempre expandindo as possibilidades da escuta.
Seu trabalho habita justamente nesse atravessamento entre arte sonora, performance, música popular e vanguarda. Nesta edição da Maar, vai colocar esse turbilhão sonoro para funcionar a partir do encontro dissonante da guitarra com a voz.

chico correa
Nascido em Juazeiro (BA) e radicado em João Pessoa, Chico Correa é um dos pioneiros na fusão da cultura popular nordestina com a música eletrônica no Brasil. Na ativa desde o final da década de 1990, ele transformou o computador e a tecnologia em extensões do seu próprio corpo e processo criativo, consolidando uma assinatura sonora inconfundível.
Sua trajetória ganhou destaque no início dos anos 2000 com a Chico Correa & Electronic Band, projeto que costura tradições como o coco de roda, o maracatu e o baião a gêneros globais como dub, afrobeat e trip hop. O multi-instrumentista e produtor vai muito além do groove de pista: ele manipula samplers, pedais de efeito e bases eletrônicas para processar elementos orgânicos — como antigos vinis de violeiros e aboiadores — criando texturas musicais complexas em tempo real.
Com histórico de colaborações ao lado de artistas e bandas como BaianaSystem, Maga Bo, DJ Dolores e Seu Pereira e Coletivo 401, e passagens por festivais na Europa, África e Ásia, Chico chega à Mostra MAAR explorando sua veia mais experimental. Afastando-se momentaneamente da dinâmica dançante, ele apresenta uma performance solo focada em drones, texturas e ambiências, unindo o mistério e a espacialidade da música eletrônica às raízes da cultura regional.



cøelho
O produtor brasileiro Rodrigo Coelho produziu obras em diversos gêneros ao longo de sua carreira, incluindo colaborações com o celebrado guitarrista e compositor Arto Lindsay e o baterista Ivan ‘Mamão’ Conti sob o seu pseudônimo grassmass, além de projetos com os contemporâneos brasileiros Negro Leo e Thiago Nassif. Durante a pandemia, ele lançou seu primeiro álbum como CØELHO, que escreve como sendo voltado para “obras mais sutis e contemplativas”. Intitulado Six Sines, o álbum surgiu de seus estudos utilizando filtros ressonantes como instrumentos e busca inspiração na complexa imprevisibilidade que nasce do emaranhamento de estruturas simples em sistemas naturais e artificiais. Coelho apresenta uma versão audiovisual de Six Sines acompanhada por visuais dos artistas Fernando Velázquez e Leticia RMS.



dudu prudente
Dudu Prudente é baterista, compositor, produtor musical e engenheiro de som.
Nascido em Sergipe (Brasil) e radicado na Bélgica, constrói sua obra a partir do
encontro entre diferentes culturas e linguagens sonoras.
Ao longo de duas décadas, colaborou com uma ampla variedade de artistas em
múltiplas funções: músico, produtor, engenheiro de gravação e mixagem. É
cofundador do grupo belgo-brasileiro Anavantou, que aproxima tradições do Nordeste
brasileiro ao universo belga, além de integrar o grupo experimental Membrana (Brasil)
e o trio instrumental Munsch (Bélgica).
Atualmente, divide-se entre o Estúdio Orí (Sergipe) e o ateliê sonoro MAAR (Bélgica),
onde se dedica à pesquisa e à composição de peças eletroacústicas, criações sonoras e
instalações. Desde 2022, estuda música acusmática e eletroacústica no Institute
Musiques et Recherches (Lasne, Bélgica), sob orientação de Annette Vande Gorne,
referência mundial no gênero. Suas obras já foram apresentadas em festivais como
BOEM (Ghent) e Electrobelge (Bruxelas). Em 2024, sua peça Calcaire foi financiada pela
Fédération Wallonie-Bruxelles, recebeu menção honrosa no Musica Nova Festival
(Praga, 2023) e conquistou o prêmio de melhor composição pelo júri técnico do
Concurso Métamorphoses, dentro da programação do Festival L’Espace du Son
(Bruxelas, 2024). Sua mais recente criação é Parapitinga Vaz’A Baril, peça acusmática
mixta para 8 canais,inspirada no Rio Vaza-Barris.
Em suas criações, Dudu explora microecossistemas sonoros, transformando o gesto, a
textura e a escuta eletroacústica em matéria orgânica em constante movimento. Sua
estética parte do detalhe para o vasto, buscando revelar universos ocultos no som e
projetá-los em paisagens imaginárias. Entre o experimental e o visceral, sua música
investiga o encontro entre natureza, memória e tecnologia, moldando experiências
que atravessam tanto o íntimo quanto o coletivo.
http://www.duduprudente.com/
prudentedudu@gmail.com



flo menezes
Flo Menezes respira som. Compositor, teórico, pesquisador e visionário, ele é uma das maiores referências mundiais em música eletroacústica. Doutor e Professor Titular da Unesp, sua trajetória une a técnica de mestres da música contemporânea — como Pierre Boulez, Luciano Berio e Karlheinz Stockhausen — à inovação tecnológica.
Formado pela USP e especializado em música eletrônica na Alemanha, desenvolve uma obra que investiga as profundas relações entre tecnologia, espaço e escuta. Recebeu prêmios internacionais de peso, como os da UNESCO e do Ars Electronica, tendo suas peças executadas em salas e festivais por todo o mundo.
Mestre da música maximalista, dedica sua trajetória à pesquisa e à formação de novas gerações de compositores. É o fundador do Studio PANaroma, o principal centro de produção eletroacústica do Brasil, e do primeiro teatro de alto-falantes do país. Transformando sons em experiências espaciais únicas, Flo convida o público a ampliar a escuta, percebendo o som como construção e movimento.

gilberto monte
Gilberto Monte é compositor, produtor musical, curador, gestor cultural e multi- instrumentista com duas indicações ao Grammy Latino (Melhor Disco de Samba e Melhor engenharia de Áudio com o álbum: “Anaí Rosa Atraca Geraldo Pereira” – Selo Sesc – 2019) e uma ao Oscar (“Democracia em Vertigem”, 2020). Formado em Composição e Regência pela UFBA, em 35 anos de experiência, colaborou com alguns dos maiores artistas brasileiros, incluindo João Bosco, Gilberto Gil, Lenine, Zeca Baleiro, Arto Lindsay, Mateus Aleluia, Juçara Marçal, Chico César, Zé Miguel Wisnik, entre outros. Como compositor, já realizou obras para companhias de dança – a exemplo do Balé da Cidade de São Paulo, instalações de artes visuais, instalações sonoras e trilhas para cinema. Gilberto é co-diretor e curador do festival Música Estranha e tem mais de 10 anos de experiência no setor público e social, tendo atuado nas esferas estadual e federal, desenvolvendo políticas públicas e ações para a expansão, modernização e democratização da arte e cultura brasileiras.
A obra Every Single Thing Has Its Infinity (2014), single-channel video, 1’35”, em parceria com a artista Mayra Lins , foi a única obra da América Latina selecionada para The 4th Taiwan International Video Art Exhibition 2014 (2014 TIVA) – “The Return of Ghosts

god pussy
God Pussy, tendo como único membro Jhones S., iniciou suas atividades em 2008 na periferia da cidade do Rio de Janeiro. O projeto caminha pelas margens do caos social cotidiano influenciado pela intensidade da urbanização desenfreada das grandes cidades e principalmente pelo BARULHO constante que sufoca o silêncio inexistente nesses espaços. A intenção, desta forma, como ação criativa é utilizar e aproveitar o máximo de pedais, piezos, sintetizadores, geradores de ruídos, entre outras ferramentas para conduzir uma explosão de ruídos e saturação sonora como (anti) música, como estética política de ataque direto a uma sociedade humanamente deficiente e suas ambições hipócritas corrompidas pelo capital. Dissonância, abstração se configuram assim, como máquinas de guerra contra a imensa intolerância e descaso dos governantes e suas corrupções explícitas, deixando a população em decadência e mergulhada em um mundo de miséria onde é praticamente inexistente o saneamento básico, os atendimentos hospitalares, uma educação de qualidade. Onde se faz frequente o abuso de poder, a violência e a crueldade contra os oprimidos. God Pussy é antes de tudo, liberdade de expressão, campo de absorção, de reflexão e de conscientização social, demonstrando que não vivemos e um mundo de plena harmonia.

grupo membrana
Criado em 2000, o sergipano Grupo Membrana é um trio formado pelos músicos Pedrinho Mendonça (percussão, voz, pífano e efeitos), Dudu Prudente (percussão e efeitos) e Júlio Rego (gaita e efeitos). Inspirado na música livre e nos grupos folclóricos de Sergipe, a banda tem como matéria-prima a criação do som, de timbres e de estímulos sonoros. O nome é uma alusão à membrana plasmática, um elemento complexo, refletindo a forma inteligente como o grupo reage e compactua com a trama musical em tempo real.
Conhecidos pela enorme espontaneidade, os músicos costumam compor obras inéditas diretamente no palco, desconstruindo o repertório em sintonia com a plateia para criar shows poéticos e únicos. Com essa forte bagagem cultural construída em Aracaju, a apresentação do Grupo Membrana na Mostra MAAR contará com a participação de da multiinstrumentista Joana Queiroz, da Quartabê, que também integrará a mostra com uma apresentação solo.


inés terra
Inés Terra é uma cantora, artista sonora e produtora argentino-brasileira cujo trabalho abrange música, arte sonora e performance, com foco na voz como elemento central nos processos criativos. É doutora pela Universidade de São Paulo (USP), onde sua pesquisa explorou a performance vocal como uma forma de inscrição corporal e autoficção. Inés é a idealizadora e curadora da Língua Fora, uma série que promove um espaço compartilhado para a improvisação, apresentando obras que destacam “o poder das vozes além das palavras, intersectando com tecnologias analógicas e digitais”. Ela gosta de improvisar com os pássaros que visitam sua casa e com instrumentos inventados que combinam materiais distantes. Em sua prática, ela considera a voz como uma força capaz de reunir memórias, sons e formas de escuta.
jaime reis
Jaime Reis é um compositor português que estudou com Karlheinz Stockhausen e Emmanuel Nunes, após ter estudado Composição e Música Eletrônica com J.P. Oliveira. É o fundador e diretor artístico do Projecto DME (desde 2003) e do Lisboa Incomum (desde 2017). Sua música, tanto instrumental quanto eletroacústica, já foi apresentada em mais de 20 países. Ele colaborou com instituições e grupos como ZKM, IRCAM, Musikfabrik, The Vienna Acousmatic Project, Aleph Guitar Quartet e Musiques & Recherches. É professor de composição e música eletrônica na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML).



joana queiroz
Joana Queiroz reimagina a música brasileira a partir de diferentes planos. Clarinetista, saxofonista, cantora e compositora carioca com 25 anos de carreira, seu trabalho transita fluidamente entre o rigor da música instrumental e a leveza da canção. Sua trajetória inclui quase uma década na Itiberê Orquestra Família, além de colaborações com grandes nomes da música brasileira, como Hermeto Pascoal, Arrigo Barnabé, Caetano Veloso e Maria Bethânia. Ela também é uma das fundadoras do grupo Quartabê, que, em seus três álbuns, revistou as obras de Moacir Santos e Dorival Caymmi.
Com seis álbuns autorais lançados — com destaque para Tempo Sem Tempo —, Joana desenvolveu uma profunda pesquisa criativa utilizando pedais de loop. Ao sobrepor diferentes camadas de sopros e vozes, ela cria texturas orgânicas e cíclicas que evocam a música de câmara, equilibrando melodias com grande liberdade de improvisação.
Na Mostra MAAR, em Aracaju, a artista apresentará uma performance solo de improvisação guiada por suas texturas de loops, buscando inspiração na presença marcante das águas, rios e mangues da região. Além de seu set solo, Joana fará uma participação especial no show do grupo Membrana. Conectando-se à proposta do festival, ela se apropria das infinitas possibilidades e da liberdade total das matérias sonoras da música experimental para entregar uma apresentação única, de escuta do momento e forte imersão sonora.


lea arafah
Lea Arafah [aka Blua Discórdia] travesti neurodiversa, artista transdisciplinar, musicista, chef e musicoterapeuta, atua desde 2007 na cena de música experimental improvisada do Brasil e já viajou por 20 países performando solo e em colaboração com outres artistes. Seu instrumento principal é o contrabaixo, mas sua voz e mãos manipulam diversos objetos sonoros na convecção de gestos espontâneos e na confecção de seus paisagismos sonoros. Recentemente tem colaborado com Ritamaria, Odacy Oliveira, Garota Milena, Roda de Código, Ad Hoc Orquestra, Jovem Palerosi, Tatiana Nascimento, Visén, Paulo Hartmann, Sandra Coutinho, Bernardo Pacheco, entre outros improvisadores da cena de São Paulo.

marina mapurunga
Artista e pesquisadora que atua no campo do audiovisual, da arte sonora e da música. Sonidista e professora do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Desenvolve pesquisa sobre práticas sonoras experimentais como estratégias para o ensino de som em cursos de Cinema e Audiovisual. Coordenadora do projeto de extensão SONatório – Laboratório de Pesquisa, Prática e Experimentação Sonora. Pesquisadora do NuSom (Núcleo de Pesquisas em Sonologia da USP) e do LinkLivre (Grupo de Estudos e Práticas Laboratoriais em Plataformas e Softwares Livres e Multimeios – UFRB). É integrante da rede Sonora – músicas e feminismos.

pedro bomba
Pedro Bomba é poeta , pesquisador, jornalista e artista. É autor dos livros “O chão dispõe a queda”, “Extremamente barulhentos certos assuntos, por exemplo” e “Pra quem não sabia nadar” . É curador da RodaBH de Poesia e editor da página Videopoesia.BR. Possui obras artísticas e pesquisa em Poesia Sonora e Videopoesia. Lançou as peças sonoras “Numtemnumtemnumtem” (2021), “Músicas para ler dormindo no ônibus” (2019), “Última Cassete” (2018), “Se alguém ergue a mão e acena” (2017), “A troco de nada e de ninguém” (2016) e “Amor Coragem” (2015). Também é autor dos videopoemas “Bruna Paixão” (2014), “Amor Coragem” (2015), “Todo lugar é lugar “(2016), “Se alguém ergue a mão e acena” (2017), “Eu realmente não sei o que fazer agora” (2018), “Enquanto latem os cachorros” (2018), “Porco Estresse” (2018), “Deito ao teu lado em sentinela” (2019), “Gaiteiras” (2020), “Vestígios” (2020) e “GUERRA” (2020).

pedro filho
Compositor, guitarrista, artista intermídia e pesquisador. Criador interdisciplinar que trabalha na intersecção entre música experimental, notação gráfica e intervenção urbana. Seus projetos exploram composição musical expandida, cartografias temporais e ações coletivas por meio de partituras, performances e projetos participativos. Investiga os ritmos cotidianos, a partir de derivas sonoras (com gravações de áudio) e desenvolve notações que combinam elementos de partituras musicais, mapas, sistemas de escrita e linguagem visual de quadrinhos. Recentemente tem trabalhado em uma pesquisa sobre música fonética (sons e ritmos da fala). Professor do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (CECULT-UFRB). Coordena o projeto de pesquisa Ritmundano (https://www.ritmundano.org) e o projeto de extensão RASTA (Rádio, Arte Sonora e Tecnologias de Áudio).

sanjay majumder
Sanjay Majumder é um artista sonoro experimental e compositor que atua na interseção entre tecnologia, música e áudio imersivo. Com base na acústica, tecnologia musical e ciência da computação, seu trabalho combina composição algorítmica, sistemas generativos e som espacial para criar experiências de escuta multidimensionais. Utilizando ferramentas como síntese em tempo real, convolução e aprendizado de máquina, ele explora novas abordagens para a estrutura, textura e percepção sonora. Além da composição, desenvolve tecnologias de áudio avançadas, incluindo renderização de áudio 3D e simulação espacial. Seu trabalho tem sido apresentado em contextos experimentais, acadêmicos e performáticos, expandindo a arte sonora contemporânea por meio da fusão entre inovação técnica e expressão artística.

valentin sismann
Valentin Sismann desenvolve uma prática que combina composição acusmática e vídeo. Ele explora a ideia de música expandida, na qual som e imagem se expressam de formas poéticas, narrativas ou conceituais. Suas obras focam em nossa relação com a tecnologia, particularmente com os meios de gravação, que ele questiona e manipula dentro de espaços críticos ou imaginários.

valtenis rosa
Produtor musical, compositor e sound designer com formação em cinema e audiovisual. Nascido e criado no Nordeste do Brasil, seu trabalho é profundamente influenciado pelos ritmos tradicionais da região, por práticas experimentais e por uma exploração contínua da relação entre som e imagem. Sua trajetória artística começou com a escrita e a poesia, expandindo-se posteriormente para a composição e produção musical. Desde seus primeiros projetos, interessou-se pelo som como material sensorial e expressivo, trabalhando com texturas, camadas e abordagens experimentais de composição. Seu processo criativo é amplamente intuitivo, guiado por imagens, atmosferas e associações sinestésicas, ao mesmo tempo em que se apoia em uma prática sólida de arranjo, produção e desenho de som.
verônica gesteira
Verônica Gesteira é engenheira de som, artista multimídia, produtora musical e pesquisadora nascida e criada em São Paulo, vinda de uma família metade brasileira e metade grega. Com bacharelado e mestrado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e mestrado em Tecnologia Musical e Inovação pela Berklee College of Music, ela transita entre a tecnologia e a arte com uma perspectiva única, moldada pela combinação de sua prática artística, sua experiência como profissional de música e tecnologia e sua formação acadêmica.

vitor bossa
Vitor Bossa, de Guaratinguetá, em São Paulo, é um artista transdisciplinar cuja prática investiga a percepção do tempo, a materialidade das mídias e as ecologias sensoriais no cruzamento entre som, imagem, tecnologia e filosofia. Graduado em Artes Visuais pelo IA UNESP e mestrando em Composição Eletroacústica na mesma instituição, atua no Studio PANaroma sob orientação de Alex Buck. Fundamentado na duração de Henri Bergson e no Umwelt de Jakob von Uexküll, desenvolve sistemas abertos que articulam tradução, corrupção e vestígio por meio de processos algorítmicos. Suas obras, instalações, peças acusmáticas e trabalhos audiovisuais, exploram a degeneração controlada de sinais e a co-criação homem-máquina, criando ambientes que dilatam o tempo e tensionam as fronteiras entre memória, ruído e forma.

vorticex
VorticeX é um projeto de live electronics que explora espacialização, instrumentos controlados por plantas e a sonificação de fenômenos naturais, científicos e tecnológicos. Suas obras foram transmitidas internacionalmente como parte de festivais de rádio e programações de música experimental. Em 2025, sua sonificação do Ciclone Freddy apareceu no álbum da SBME Nova Coletânea vol. 01, com sua versão quadrafônica apresentada no Knob Detox (UNESPAR). Uma versão quadrafônica de Noctivox foi apresentada no Fest Aquelarre (Morelia, México), e uma obra quadrafônica ao vivo foi performada no II Encontro da Música Eletroacústica Brasileira (UNESPAR). VorticeX é instrutora certificada de Deep Listening e membro da SBME (Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica).

programação
sábado · 21 de março
16h00 · sala acousmonium
concerto acusmático – obras selecionadas
numquernumquernumquer (2021) · pedro bomba (br)
ce-085 / br-220 (2021) · marina mapurunga (br)
força da nebulosa circunstância (2021) · god pussy (br)
fantasma na máquina (musas do fim do mundo) (2026) · lea arafah (br)
six sines (2022) · cøelho (br)
marginalírica (2026) · pedro filho (br)
nuaginaire (2025) · valentin sismann (fr)
16h30 · sala acousmonium
concerto acusmático · portrait: dudu prudente (br/be)
calcaire (2023)
pirapitinga vaz’a baril (2025)
16h50 · sala acousmonium
concerto acusmático · portrait: gilberto monte (br)
17h00 · sala acousmonium
concerto acusmático · homenagem
annette vande gorne & musiques & recherches (be)
18h00 · galeria
performance solo
joana queiroz (br)
19h00 · galeria
Performance solo
ARTO LINDSAY (usa/br)
domingo · 22 de março
16h00 · sala acousmonium
concerto acusmático – obras selecionadas
peles (2024) · inés terra (ar/br)
a cor do céu depois da chuva (2025) · vitor bossa (br)
nós também somos máquinas (2026) · veronica gesteira (br)
noctivox: ecos do mangal (2026) · vorticex (br)
shadows of the strymon (2024) · sanjay majumder (us)
fluxus, pas trop haut dans le ciel (2026) · jaime reis (pt)
zona (2026) · anders flodin (se)
anomalocardia (2026) · valtenis rosa (br)
17h00 · sala acousmonium
concerto acusmático · homenagem
flo menezes & panaroma (br)
18h00 · galeria
Performance
GRUPO MEMBRANA (br)
19h00 · galeria
Performance
CHICO CORREA (br)
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infos: contact@maar-mus.org